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A minha filha é muito perspicaz. Ela diz que eu deveria, e na verdade estou ciente do que ela me disse, porque ele agora tem o hábito que se quiser um copo de água depois de lhe dar os medicamentos, dizer, «O meu copo está vazio» e eu vou à cozinha enchê-lo e dou-lhe o copo. Um fim de semana quando ela estava em nossa casa viu-me a fazer isso e disse-me: «Mãe, não deves fazer isso!» Eu disse: «Porque não?». Ela respondeu: «Porque estás a fazer dele um inválido». Ele pode muito bem levantar-se e ir buscar um copo de água e quanto mais fizer isso, quantas mais tarefas fizer por ele, pior ele ficará.” Pensei nisso e cheguei à conclusão que ela tem razão.

Agora, às vezes, digo apenas, «Não. Sabes onde está a água. Vai à cozinha buscá-la». Por vezes, ele torna-se muito rude e irritado se eu não fizer isso. Mas às vezes, não digo nada, fico sentada e ele lá acaba por agarrar o copo e ir à cozinha buscar água[risos]. Uma coisa que é preciso saber é que na verdade pode-se piorar as pessoas, andando atrás delas e fazendo muitas tarefas por elas. Penso que não é bom. Tornamos as pessoas piores e eventualmente tornámo-las inválidas.